Pedro Guilherme-Moreira

 

 

(Portugal)

 

 

 

Menos Um
a teoria do absoluto e os universos paralelos

 

Numa sexta-feira igual a tantas outras, um homem no qual se dizia já não residir a sabedoria da humanidade recusou de forma avisada uma cirurgia que nunca lhe salvaria a vida. De  pois ficou à espera do próprio fim, durante três dias, numa cama do Hos- pital de Princeton. Tinha setenta e seis anos e um aspecto aca- bado, uma infindável testa e longos e caóticos cabelos que lhe emanavam das têmporas, tão brancos como o bigode que lhe caía sobre os lábios. A enfermeira que o acompanhou teve o privilé- gio de, nos três finais de noite que antecederam esses três dias, o conseguir convencer a largar os manuscritos incompletos da Teoria do Absoluto, recolhendo-lhe o lápis dos dedos e arru- mando o maço de folhas na mesa-de-cabeceira. Ele adormecia serenamente com as ideias peregrinas que, apesar de lhe provocarem um sobressalto inicial (sabemos que o génio faz vibrar todos os corpos onde se manifesta), sempre o embalaram na hora do descanso, transportadas no seu sorriso como um fundo musical que só ele ouvia. Albert Einstein morreu pacificamente na segunda-feira se – guinte, 18 de Abril de 1955, ao tempo desacreditado na comu- nidade científica pela forma como vinha enjeitando, havia uns bons anos, a mecânica quântica – que, ironicamente, deve o seu desenvolvimento ao próprio físico alemão radicado nos Estados Unidos da América. Ora, a magnífica ideia dos Universos Paralelos e as teorias científicas que a desenvolveram (da Teorias das Cordas à cha- mada Teoria M, entre outras) fundaram-se na Teoria do Abso- luto de Einstein (a que já chamaram a <<sinfonia inacabada>>) e contêm em si, precisamente, as leis da mecânica quântica. Não nos interessa particularmente o detalhe científico de nenhuma destas teorias, mas as possibilidades que se abriram de forma entusiástica e às quais ninguém ficou indiferente. Das onze dimensões da realidade (que são hoje pacificamente aceites, bem para lá das três a que nos habituámos) aos Univer- sos Paralelos ou até aos <<Multiversos>>, muita tinta e muitos cál- culos correram blocos de folhas ou quadros de ardósia mundo fora. Mas há um cálculo muito humano que está presente no nosso quotidiano desde o tempo das cavernas, um cálculo cuja expressão matemática se traduz em duas palavras e uma só per- gunta: E se? What if?

 

 

 

Zero

 

Era 11 de Setembro, e eu saltei. O meu nome é Thea e, por causa de uma improvável suces- são de eventos, fiz uma viagem diferente da esperada. A anatomia da minha motivação ser-vos-á franqueada adiante, quando chegar o momento de vos contar a história dos meus últi- mos minutos de vida. E sê-lo-á sem subterfúgios. Conto a minha história para fazer a autópsia da beleza como ela se me afigurou nessa terrível manhã (a beleza como eu a vi do meu pedaço de janela no 106.o andar da Torre Norte do World Trade Center). Poucos se lembram de que era uma bonita manhã de sol com aquela frescura que permite respirar melhor a promessa de feli- cidade. Para as vítimas desse dia, tal não foi irrelevante. A cami- nho do local, e por causa desse sol, a maioria deteve-se por breves segundos para respirar fundo e se sentir mais feliz (ou menos infeliz). Alguns semicerraram as pálpebras e sorriram. Dali a momentos, os que acreditavam na vida depois da morte parti- riam dessa luz. Os que não acreditavam, na mesma luz se extin- guiriam serenamente, como velas. Esta é a cidade sagrada de Nova Iorque. Sagrada pela vida dos que nela habitam e dos que nela passam. Sagrada por todos os credos e convicções. E mesmo pela morte, que está contida na vida, e chega quando deve. Nunca assim.
Como o próprio nome do conjunto de torres sugere (centro de negócios do mundo), o ataque foi um soco no estômago do mundo, não apenas no umbigo da América. Gostaria de vos con- tar certos detalhes deste dia num ambiente de absoluta tranqui- lidade. Nunca pessoalmente, claro. Teria de ser um filme com planos fechados e uma banda sonora pungente. Não um livro calado. Recorreria a violinos para legitimar as vossas lágrimas e, em simultâneo, o nosso orgulho patriótico. Todas aquelas pes- soas, companheiros de salto ou não, foram soldados, bravos sol- dados, verdadeiros heróis, e nem por um momento divisei neles ou nos seus actos o mais leve rasto de cobardia. Não faz sentido classificar os seres humanos pelo tipo de morte que tiveram. Mais tarde perceberão, mesmo que vos custe, que não há dife- rença entre as pessoas que voaram, como eu, e as que morre- ram queimadas, intoxicadas ou esmagadas. Houve os que caíram desmaiados por não terem suportado o fumo ou a pressão dos corpos que se empilhavam à janela sobre eles, houve os que ten- taram descer pelo exterior do prédio e também caíram, os que voaram acreditando até ao fim num milagre, os que lutaram por algo que os amparasse (uma peça de roupa a servir de pára-que- das? Deus?) e os que simplesmente se atiraram para fugir da morte que o destino para eles escolhera, assumindo o fim e voando em paz. À janela, em pilha, a escolha pareceu óbvia. À janela, em pilha, com dezenas de pessoas atrás a empurrar para conquistar uma nesga de ar livre, e atrás delas o fumo negro e espesso, e atrás dele as línguas alaranjadas do fogo, a escolha foi óbvia. Chego a sorrir de pena, por inadequado que pareça, quando vejo a fúria mediática legendar a nossa atitude. Nós, os úni- cos entre os condenados que tivemos domínio sobre a forma e o momento da morte. Precisamente aquilo que pediam aos judeus há mais de sessenta anos: resistam, vão ao encontro de uma bala, não deixem que brinquem com a vossa dignidade, que abalem a vossa integridade. A fúria mediática despreza a substân- cia das coisas, perverte o raciocínio com nuvens de demagogia e emite delírios sem notícias dentro.
Deixo a minha alma escancarada para, no momento próprio, fazer ouvir a voz que não tive.

 

 

 

Livro I
Anverso

 

Um

 

Começamos no dia 12 de Setembro de 2001, em Allentown, Pensilvânia, numa cafetaria envidraçada de uma esquina qual- quer. Será aí que conheceremos Ayda e Teresa, pelas seis e meia da manhã, quando as duas amigas se encontrarem para tomar café. Ainda são seis e quinze. Está frio junto ao passeio. Ayda espera que a cafetaria abra. Acordara Teresa para partilhar as insónias que não a deixavam descansar, e como ela o mundo, que, atormentado pelas ima- gens do ataque, deixou as janelas acesas e os olhos abertos e os telefones fora do descanso. Uns falaram de mais, outros evita- ram tudo e calaram-se. Ayda ficou no meio, mas sem virtude, como veremos. Sabia que a amiga estava prestes a levantar-se para iniciar a sua labuta diária como caixa de um supermer- cado local e quis antecipar-lhe o dia. Quando estiver encostada à vidraça da madrugada com o café quente a fumegar-lhe diante dos olhos, a frustração da noite virá a ser a frustração de uma vida. Era professora numa escola de Bethlehem, a poucos qui- lómetros dali, e andava desmotivada. Haverá de deixar a inér- cia mantê-la quase toda a manhã na cafetaria, mesmo depois de a amiga sair, às sete. Falhará uma aula (uma fraqueza que lhe trouxe ao espírito o primeiro ano de faculdade e os dias em que se encontrava com os colegas para o pequeno-almoço e os via partir nos sucessivos autocarros. Do primeiro ao último teste, nunca tivera coragem de se levantar e voltar a enfrentar os pro- fessores que a haviam obrigado a provar o fel das más notas. Já não era a melhor aluna da escola secundária, a que brilhava sem trabalhar, era apenas uma universitária medíocre que saía de casa para não ficar na cama sob a vigilância dos pais. Esvaía a autoconfiança na solidão da mesa do pequeno-almoço, depois de fugir à convivência com os amigos que iam chegando e par- tindo. – Não vens à aula? – À aula?… Hum, não. Fico a estudar. Vou à das onze.
Mas a mesa ficava num buraco aonde não chegava o sol das onze, e esteve um ano assim, definhando, enganando os pais, os amigos e a própria alma). Falhará uma aula e não sairá da cafetaria até o sol das onze a vir resgatar, aquecendo-lhe a face junto à vidraça. Precisamente às onze abrirá os olhos, levantar-se-á e anunciará a si própria que vai rumar a Bethlehem. Ainda são seis e vinte. Ayda ainda está sozinha e a cafetaria por abrir. Deixou-se ficar encostada à caixa dos jornais a ver e ouvir os carros rolarem sobre a película de orvalho que cobre o asfalto, pensando nas vidas agasalhadas, que não a sua. Gostava particularmente de observar as caras ensonadas das crianças de um ou dois anos, enfiadas em fatos-luva que mal as deixavam mover o pescoço para a perscrutar. Estava num desses sorrisos quando parou a carri- nha da distribuidora e o homem lhe pediu licença. Afastou-se. Inclinando um pouco a cabeça, aproveitou para espiar as capas dos jornais que iam sendo depositados. Não raro, os títulos das notícias ajudavam-na a sintetizar as emoções que sentira de vés- pera, aplacando as desilusões e exaltando as excitações, desde a mais prosaica derrota ou vitória do clube local até aos grandes feitos ou desastres do mundo. Mal a carrinha partiu, introduziu uma moeda para retirar o The Morning Call e não demorou muito a encontrar a foto- grafia que haveria de tanger, minutos depois, o fio do seu des- tino, mudando-o para sempre. Ocupava toda a altura da metade direita da última página do exemplar de 12 de Setembro de 2001 e viria a ser conhecida como The Falling Man, tirada pelo fotó- grafo Richard Drew às nove horas, quarenta e um minutos e quinze segundos da manhã do dia 11 de Setembro. Um homem de meia-idade mergulhava do alto da Torre Norte. A sua posição era de rara graciosidade, de cabeça para baixo mas com o corpo muito direito e uma das pernas ligeiramente flectida. A sensa- ção de serenidade absoluta, naquele contexto, perturbava quase tanto como o acto em si, que foi maciçamente interpretado como um suicídio. Para Ayda, aquele seria por algum tempo o ícone da cobardia. Um tempo não clarividente. São seis e trinta e cinco e já estão ambas sentadas dentro da cafetaria a envolver as mãos nas chávenas a escaldar. – Como é possível que este homem tenha abandonado toda a esperança de se salvar, de regressar aos que o amavam? Teresa permaneceu calada. Não conseguia desviar os olhos da fotografia. Esteve um bom bocado sem dizer nada. O lábio inferior tremia-lhe, as lágrimas balançavam no verso das pálpe- bras. Ayda continuou a protestar: – Como é que a única solução para um momento de aflição pode ser o suicídio? Não achas que é demasiado fácil desistir? – O que eu acho é que é preciso descaramento para publicar uma foto destas. É preciso não ter respeito nenhum pelos sen- timentos das pessoas. – Teresa continuava abalada, e Ayda mais interessada em espremer a própria verrina: – Ah, isso! Se queres que te diga, é-me indiferente. Aliás, até acaba por ser positivo. Todos os expedientes para dissuadir sui- cidas são legítimos.
Quando a cafetaria abrira (pouco passava das seis e meia da manhã), Ayda fora obviamente a primeira cliente. Entrara, sen- tara-se a uma das mesas corridas perpendiculares à vidraça, mas nunca deixara de abanar a cabeça, lamentando, não a fotografia, mas o que ela representava. Teresa chegara pelas seis e trinta e três e quisera saber o porquê de tanta insónia e indignação. – É isto tudo. Ayda estendera-lhe o The Morning Call e a conversa começara. Não era só aquilo tudo. Era muito mais. No entanto, a teimosia e a obsessão de Ayda haveriam de a fazer perder a oportunidade de partilhar com Teresa as suas verdadeiras aflições, desperdi- çando a preciosa meia hora concedida pela amiga numa ofen- siva mais ou menos disparatada contra aqueles que catalogou como <<os cobardes suicidas>> da manhã do dia onze. O que Ayda não disse foi que numa noite calma, sem ataques terroristas ou tumultos mundiais, numa noite calma sem ambu- lâncias a passarem na rua ou gritos esparsos nos quarteirões vizi- nhos, teve uma explosão de raiva por razão nenhuma, vitimando os restos do seu casamento. No aconchego dos lençóis, come- çou a agredir selvaticamente o marido, um ambicioso licenciado em Gestão que suspendera a carreira por ter consciência das prioridades e ter prometido amá-la, a ela e ao filho; começou a agredi-lo com tudo o que tinha à mão, não poupando a saliva nas palavras ou na humilhação. Cuspiu-lhe pelo menos três vezes, e preparava-se para fazer o mesmo ao filho, quando Darius, assim se chamava o marido, lhe agarrou os pulsos com uma força que ela nunca tinha experimentado e declarou: – Amei-te durante anos sem nunca me ter queixado, aturei os teus momentos mais negros e ainda te lancei mais de uma dúzia de avisos desde que temos o Stanley. Hoje passaste dos limites, Ayda. Não interessa se estás doente. Faltas a todas as consultas que te marco. Simplesmente não queres saber. Estás à espera de que te mande internar para te vitimizares. Queres que eu seja o odioso. Mas eu não suporto que a excepção do saco de boxe emocional tenha passado a ser a regra. Não aguento mais ver o meu amor desperdiçado e o teu ausente. Ayda não disse a Teresa que, depois deste colapso nervoso, um juiz autorizara provisoriamente Darius a levar Stanley para Nova Iorque, para onde fora finalmente transferido, depois de anos a lamentar que Ayda não quisesse enfrentar desafios maiores. Ayda não disse a Teresa que o mesmo juiz lhe ordenara o escru- puloso cumprimento da orientação de uma tutora que lhe desig- nou para avaliação e eventual tratamento psiquiátrico – preferiu chamar-lhe terapia -, sob pena de, em caso de incumprimento, poder ser internada compulsivamente. Ayda não disse a Teresa que a escola onde trabalhava, conhe- cedora do triste desenlace do seu casamento, lhe aplicara uma suspensão preventiva e ordenara um inquérito por via de quei- xas de alunos e pais. Ayda não disse a Teresa, principalmente, que Darius traba- lhava agora no World Trade Center e que fora verdadeiramente o seu mundo a desabar ao embate do primeiro avião. E, mesmo que o marido lhe tivesse ligado pouco depois a informar que tinha ficado em casa para deixar dormir Stanley mais um bocado, e que por isso escapara a uma morte certa, Ayda nunca mais recuperou do terror instantâneo que sentiu perante as primei- ras imagens. Ayda não disse a Teresa que estava desfeita.
Ayda só disse: – Malditos! falando, não sobre os seus, mas sobre os que saltaram das Torres Gémeas. O seu olhar correu todas as fotografias que docu- mentavam a tragédia da véspera, deteve-se nos planos aproxi- mados das pessoas sofrendo junto às janelas e fixou-se numa cara esfíngica que aparentava uma estranha serenidade. Ayda não sabia que essa era a cara de Thea Marie, mas desejou estar no lugar dela, não para a salvar, não para provar que reagiria de forma diferente perante os mesmos factos, mas para morrer como ela. Para fora, no entanto, mesmo com a amiga, as suas palavras traíram o que estava dentro, repetindo – Malditos! Para que uma maldição nos atinja de volta como um bume- rangue, não é preciso que realmente se sinta o que se diz, e Ayda haveria de pagar um preço muito alto por tamanha insensatez. – Não sejas assim. Devias pôr-te no lugar destes pobres des- graçados. – Quem me dera estar no lugar deles! – respondeu Ayda, levan- tando ligeiramente a voz. – Pelo menos tinha um desafio impor- tante para vencer, não esta merda de vida! – E foi-se abaixo, na sua
incomensurável tristeza. Quando Ayda cedeu desta maneira, eram sete menos cinco. Teresa entrava às sete, e os amigos têm sempre a particulari- dade de nos abalar certas rotinas e compromissos. Levantou-se, abraçou Ayda (que estava de tal forma enervada que mal se dei- xou tocar) e prometeu-lhe que, se ela quisesse, estaria naquele mesmo lugar no dia seguinte às seis e meia da manhã, para fala- rem do que realmente interessava. Seria, porém, tarde demais.

 

 

 

Entrevistas PG-M à RTPN e Porto Canal – « A manhã do mundo »

Momentos principais das entrevistas que Pedro Guilherme-Moreira deu à Maria João Silveira na RTPN na própria tarde da efeméride dos 10 anos sobre o 11 de Setembro e um meses antes, no dia 1 de Julho, ao programa de Tito Couto e Maria Cerqueira Gomes no Porto Canal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pedro Guilherme-Moreira (Porto, 1969) é um advogado e escritor português.
Foi dos primeiros advogados a ganhar o Prémio João Lopes Cardoso e como escritor, estreou-se em 2011 com o romance A Manhã do Mundo.

Pedro Guilherme-Moreira nasceu no Porto no Verão de 1969 e formou-se na Universidade de Coimbra.

Em 1999, completados os 30 anos, o seu artigo As novas tecnologias ao serviço do advogado foi publicado na Revista da Ordem dos Advogados. Por este trabalho, Guilherme-Moreira viria a ser dos primeiros a receber os Prémio Dr. João Lopes Cardoso, instituído em homenagem ao advogado portuense, pelo Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados. Este prémio distingue os trabalhos apresentados pelos Advogados Estagiários no final do estágio, sendo publicados em livro em 2002, pela editora Almedina.

Em Maio de 2011, Guilherme-Moreira publica o seu primeiro livro: o romance A Manhã do Mundo, com chancela da Publicações Dom Quixote.

No início de 2013, com um poema denominado “Plátano”, Pedro Guilherme-Moreira foi o vencedor do « Concurso de Textos de Amor 2012 » do Museu da Imprensa. Nesta que foi a 12ª edição do galardão, de entre 500 texto, o autor recebeu ainda uma das sete Menções Honrosas com “Rascunho de cena de sexo de um romancista incompetente ou prosa irregular ou poema limiar”. Entre os galardoados anteriores com este prémio encontramos nomes como o do repórter da revista Visão e vencedor da primeira edição do concurso Miguel Carvalho (2001) ou o arqueólogo e professor Vítor Oliveira Jorge (2008). A partir de 2013 este concurso passaria a denominar-se « Concurso de Textos de Amor Manuel A. Pina », em homenagem ao jornalista e escritor Manuel António Pina.

Para 2014 está prevista a edição do segundo romance Livro Sem Ninguém, pela Publicações Dom Quixote. Esta obra foi finalista do Prémio LeYa em 2012, ano em que viria a ser atribuído a Nuno Camarneiro.

 

 

Críticas Pedro Guilherme-Moreira e “A manhã do mundo”

Romance muito ousado e notavelmente bem escrito, A manhã do mundo, ou seja, aquela em que aviões tripulados por terroristas suicidas, embateram nas torres do Word Trade Center.
(…) é um romance empolgante, que não largamos até chegar ao fim, r
evelação de um grande escritor, advogado de profissão, já com alguns prémios, mas que se guardou para esta obra de fundo. » Urbano Tavares Rodrigues, Fundação Calouste Gulbenkian

“Very bold and remarkably well written novel, The morning of the world, ie, the one in which planes manned by suicidal terrorists crashed into the towers of the Word Trade Center.
(…) is an exciting novel and a page turner, revealing a great writer, lawyer by profession, with literary awards since he was young, but saving himselg for this life work.” Urbano Tavares Rodrigues, Fundação Calouste Gulbenkian

“Pedro Guilherme-Moreira possui a sabedoria do sangue que corre nas veias de um escritor: sabe contar uma história, provocando ondas de choque narrativas (…); do ponto de vista semântico, supera o domínio da linguagem banal, evidenciando uma maleabilidade conectiva entre as ideias (…). A perspectiva de PGM de focalizar a totalidade dos acontecimentos na vida quotidiana de personagens individuais (….) é a grande novidade trazida para o trabalho das personagens.(…)”  Miguel Real, JL

Pedro Guilherme-Moreira has the wisdom of the blood that runs through the veins of a writer: he knows how to tell a story, provoking narrative shock waves (…); a semantic point of view, surpasses the field of banal language, showing a connective malleability between ideas (…). The prospect of PGM to focus all the events on the daily lives of individual characters (….) is the novelty brought to the work of the characters. (…) « Miguel Real, JL

“Advirto a quen teña coraxe para abrir o libro que é inútil intentar pechar. Non se preocupen se no medio da noite despertan intranquilos, coa sensación de ter deixado alguén en perigo e senten a necesidade de pasar follas para pór fin ao sofrimento desa persoa. A min aconteceume non unha vez, senón varias. Non é grave e ten cura. O único efecto adverso pode ser erguerse ao día seguinte cheo de sono, mais coa satisfacción de quen salta as barreiras para escoitar, coñecer e comprender a alguén que nunca antes tivo voz e ten moito que conta ”

Pilar Cheda, jornalista de El Progreso, Lugo, Espanha (está em galego)

“Este é o primeiro romance de uma autor que uniu talento e dedicação para reavivar a memória de “quem não ame só no Verão, quem fique sem partir no Inverno” Rita Bonet, Os meus livros

« This is the first novel of an author who rejoined talent and dedication to revive the memory of » who loves not only in summer, who stays without leaving in the winter « Rita Bonet, My books

 

“Surpreendente por ser uma narrativa americana, de fio a pavio, até ao osso, escrita por um português (…). Assumidamente mais próximo do cinema do que da literatura, “A Manhã do Mundo” é um romance de grande eficácia narrativa, bem arquitectado (…)” José Mário Silva, Expresso

« Surprising because it is an American story, through and through, down to the bone, written by a Portuguese (…). Admittedly nearest cinema than literature, « The Morning of the World » is a novel of great narrative efficacy, as well architected (…) « José Mário Silva, Express

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